Guardo pra te dar as cartas que eu não mando, conto por contar e deixo em algum canto e as pilhas de envelopes já não cabem nos armários, vão tomando meu espaço, fazem montes pela sala. Hoje são a minha cama Minha mesa, meus lençóis e eu me visto de saudades do que já não somos nós.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
E aí, quando tudo pesa demais, eu bebo! Bebo mesmo e assumo. Não é nada que possa me fazer sofrer, por que isso a vida já me faz sozinha. Eu só tomo uns goles que é pra ter a visão alta! Só pra isso. Coisa pouca. Tentando tirar o peso das decisões idiotas que eu tomo na vida. Não é uma fraqueza, estar sozinha em casa e beber, é apenas uma questão de auto conhecimento, coisa simples! Tem gente que bebe pra ficar mal, eu bebo pra tentar ser feliz! Pra me libertar dos pudores desnecessários que me impedem de ser completa - feliz ou triste, o sentimento sempre é incompleto- pra apagar as coisas que eu odeio a meu respeito! E bebo no gargalo que é pra fazer boca a boca com o perigo, pelo menos uma vez na vida! E quando eu chego lá, no ponto alto, acho tudo lindo e paro. Nem dá pra ficar louca, só me dá uns minutos de plenitude, uns minutos de total esquecimento da minha chatice. Ninguém sabe, mas é uma merda ser eu.